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A primeira decisão da sua empresa: como escolher o regime tributário

Viviane Antunes, contadora especialista em planejamento e reforma tributária, na recepção da Informe Serviços Contábeis

Antes do primeiro cliente, antes da primeira nota fiscal, toda empresa nova toma uma decisão que vai afetar sua conta todos os meses pelos próximos anos: o regime tributário. É a escolha mais importante da abertura — e também a mais fácil de tratar como só mais um campo para preencher.

O que é o regime tributário, na prática

Regime tributário é o conjunto de regras que define como a sua empresa paga imposto: quais tributos incidem, sobre o quê e com que frequência. Não é burocracia de abertura. É o cálculo que decide quanto sobra no fim do mês — todo mês, pelos próximos anos, até a empresa mudar de regime de novo.

As três opções mais comuns para pequenos negócios

Simples Nacional. Unifica vários tributos em uma guia só, o DAS, com alíquota que cresce conforme o faturamento acumulado nos últimos 12 meses. É o regime da maioria dos MEI, ME e EPP — mas não serve para toda atividade, e não é sempre o mais barato.

Lucro Presumido. A Receita presume uma margem de lucro de acordo com a atividade da empresa e tributa sobre essa margem, independentemente do lucro real apurado. Pode compensar para negócios com margem alta e poucas despesas dedutíveis.

Lucro Real. Tributa sobre o lucro efetivo, apurado com todas as despesas da empresa. É mais trabalhoso de manter em dia, mas é obrigatório acima de determinado faturamento — e pode ser vantajoso para negócios com margem apertada.

O Fator R, e por que ele pode mudar sua conta

Para várias atividades de serviço dentro do Simples Nacional, existe um cálculo chamado Fator R: a relação entre a folha de pagamento (incluindo pró-labore) e o faturamento dos últimos 12 meses. Passar de 28% muda o anexo do Simples em que a empresa é tributada — e isso pode significar pagar uma alíquota bem menor sobre o mesmo faturamento. É o tipo de detalhe que só aparece para quem acompanha os números de perto, mês a mês.

O que sai caro é errar aqui

A conta de um regime tributário errado não aparece na abertura. Aparece meses depois: no imposto pago a mais todo mês, ou na migração forçada quando a empresa cresce sem ter revisado o enquadramento a tempo. E a mudança de regime só pode ser feita uma vez por ano, no início de janeiro — o que significa conviver com uma escolha errada por até doze meses.

A primeira decisão da sua empresa é o regime tributário. Errar nela custa caro por anos.

Como a Informe conduz esse processo

Na Informe, é o Setor Legal, sob condução do Sr. Antunes, que acompanha a abertura do zero: contrato social, enquadramento, alvará e regularizações. E como o negócio muda com o tempo, o regime tributário é reavaliado junto com a empresa — não é uma escolha feita uma vez e esquecida na gaveta.

Está abrindo uma empresa e quer decidir o regime tributário com quem acompanha o seu caso desde o início?

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